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Titre inconnu — sans la créativité

De uns (bons) anos para cá, em todos os carnavais algo me acontece. É fato. Claro que não fico ansiosa, às vésperas da festa, a me corroer, tentando prever qual será a da vez.

Por exemplo, houve um ano em que eu estava excitadíssima, pois passaria o feriadão fora de casa — e aos catorze ou quinze anos isso era o que havia de bom (ainda é, na verdade). Na véspera, chovia horrores. Sempre a esperançosa, não tirei minhas roupas da mala. Logo depois o triste e inevitável, o que me fez ficar em casa de frente ao computador, ouvindo axé e afins que faziam minha janela tremer: a mãe da minha colega, que ia me hospedar, ligou dizendo que chovera tanto que a casa dela fora invadida pela água.

— O convite está de pé, mas não sei se ela se sentirá confortável... — ela havia dito pelo fone, sempre muito simpática.

Este ano não foi muito diferente, só que não tinha nada planejado: nenhuma viagem, nenhum bloco a perseguir. Pensei que fosse ficar estar livre de qualquer enfermidade (que também foi tema carnavalesco de outros tempos) por já ter ficado doente logo no início de fevereiro — mas, como diria um conhecido, “não há nada que não possa piorar”. E assim foi.

A saga começou quando estava sentindo dores no peito. Depois de oito horas sentada na emergência e quase congelando...

“Não tem cara de ser dengue. É virose.”
É importante dizer e até engraçado de constatar que no Rio, se alguém espirra, já desconfiam de dengue. Dipirona em mãos, fui para casa.

Dois dias depois, com minha garganta doendo e tendo que esperar seis horas...

“Infecção bacteriana.”
Dipirona e umas quatro cartelas de antibiótico em mãos, fui para casa.

E aí durante o carnaval, a tosse que não parava.

“Aaaaah, isso é alergia! Vou te passar uma injeção e um exame de sangue.”
E lá fui eu.

Depois entreguei o exame à outra médica, o ‘meu’ havia saído em uma emergência.

— Esquece alergia. Isso não é alergia. Isso é um vírus, você está com alguma virose. Sem dizer que está quase anêmica.

— E a tosse? — perguntei

— Não há nada que eu te passe que irá resolver.

Meu Deus!

— Agora... Preste bem atenção: se essa tosse continuar, é tuberculose. Você está com alguns sintomas.

— Todos os outros médicos disseram que meu pulmão está limpo.

— Aaaah, ele fica escondido. Se batermos um raio-x agora, não irá aparecer nada.

Saí de lá com Dipirona e com a tuberculose na cabeça (ou no pulmão, sei lá).

Na semana seguinte tirei umas chapas de raio-x e na segunda-feira fui à uma pneu-mo-lo-gis-ta. Contei todo o caso, como já estava cansada de contar. Ela olhou as chapas e concluiu.

Não é tuberculose e você está anêmica”

Oh, ótimo, mas o que era ela também não me disse. Receitou um catatau de remédios — nenhuma Dipirona, ao menos, graçasaDeus.

Na quarta estava de volta. Uma enfermeira estava atendendo.

“Pelos remédios parece que você está com pneumonia. Pelo que você me contou parece ser sinusite.”

Parece, parece, parece. No dia seguinte voltei. Uma “simpática” me atendeu. Pediu mais chapas e o resultado:

“Bem, você está com sinusite”

Oh, mais um diagnóstico para fazer lista. Gostaria de unir todos os seis médicos que me atenderam em uma única sala e falar: “Vai lá, diz na cara dele que não era alergia! Diz aí para ela que é virose e não bactéria! Quero ver, quero ver!”

Muito (mal) se diz sobre a qualidade do atendimento público. A verdade, acredito eu, é que no fundo o que falta é tempo. Todas as três vezes que esperei horas (e não é exagero) para ser atendida no UPA, não levei mais de sete minutos com o (a) doutor (a). O tempo, porém, seria suficiente (afinal, são turnos durante 24 horas) se houvessem médicos suficientes. Nunca deixei de ser atendida, mas uma boa injeção de paciência direto na veia se faz necessária. Eu tenho saúde para ir e vir, ainda posso esperar, mas há aqueles que não podem (e não devem), mas que ficam e aí acontecem essas tragédias vistas nos jornais.

É triste.

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Eu tenho uma teoria: a do branco

Eu tenho uma teoria: a do branco

Faz dias que tento escrever alguma coisa, mas é tudo em vão. Abro o caderno ou o Word e nada sai; tirei o mp3 dos ouvidos para poder ouvir ou perceber nas pessoas algo interessante com a qual eu possa dividir com você; passo um bom tempo deixando o vento me descabelar enquanto penso e penso... Nada.

De repente mil idéias surgem, chego em casa animada, estalo os dedos, me ponho a digitar e, quando percebo, as letras “m”, “n” e “o” não estão em seus devidos lugares. Algumas palavras estão unidas, se recusando a se separar mesmo que eu espaque a barra de espaço. Ótimo — o teclado foi para o beleléu.

Mais uma vez me vejo desesperada, mas não vencida. Fiz vários esboços mentais de textos que alguma hora me poria a passar para o Blog — textos estes que iam de reflexões sobre comerciais da TV Globo que me deixam “deprimida” até o vexame que o ‘ex-capa-da-Caras-e-atual-capa-da-Quem-e-afins’ está passando e que já passou do ridículo. Foi aí que bolei minha teoria:

Dia desses, nos pensamentos que antecedem o 'cair no sono', percebi, finalmente, que não ter o que escrever é, na realidade, ter inúmeras coisas a se dizer e não saber se decidir sobre qual será o texto da vez.

Exemplificando de outra forma: recorte aquela roda das cores (das aulas de Física) com a qual Newton provou que a cor branca se forma a partir da presença de todas as cores e, agora, cole da seguinte maneira:

(Clique na figura para melhor vizualização) Ao girar esta roda, todos os assuntos se embaralham e não se tem nada para falar sobre. Se cada assunto fosse uma cor, daria branco.

Logo, a expressão ‘deu branco’ não é exatamente um vazio mental momentâneo e, sim, várias informações juntas tentando ganhar espaço ao mesmo tempo, gerando um engarrafamento intelectual.

Capisci? Comentários a fim de aperfeiçoar a idéia (ou apenas para opinar) serão muito bem vindos. Obrigada.


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Um ano, cara!

Um ano, cara!

Olha, certo dia, minha ex-professora de Português (Glorinha) pediu para que fizéssemos uma narração — era um exercício para casa. Assim o fiz e entreguei. Na aula seguinte, ela não apenas leu minha história de três páginas, como fez comentários extensos sobre o mesmo. A partir daquele dia descobri que tinha um talento — ela me convenceu disso. Logo... Bem, você pode culpá-la ou parabenizá-la. Eu, particularmente, agradeço. Não sei se estaria aqui comemorando um ano de blog se não fosse por ela.

Este não foi o primeiro blog que tive. Na realidade, tive tantos que não lembro do endereço ou nome de cada um, só sei que a maioria não sobreviveu por mais de três ou quatro meses. Quando o movimento dos blogueiros veio à tona, as pessoas levaram o nome “diário virtual” a sério demais e o que se lia era apenas um festival de blogs à la Seu Creysson e de Rebeldes sem Calça; o lema “Sou melhor do que as pessoas pensam, pior do que elas imaginam; críticas não me abalam; elogios não me iludem, sou o que sou e não o que falam; vivo o presente, penso no futuro e dane-se o passado!” era usado exaustivamente por meio de glitters rosas piscando. Por não ser popular e não ter uma vida badalada, abandonei a escrita e passei a me ocupar com o HTML para fazer templates.

O Algo do Tipo nasceu muito tempo depois dessa época, mais precisamente quando percebi que não podia continuar a escrever trechos em pedaços de papéis que logo se perdiam; além disso, a minha memória já estava ficando cheia de idéias que nunca eram passadas para o papel; foi aí que um blog para abrigar todo meu lixo mental se fez necessário — e daí a história do nome: como não sabia como definir o que viria pela frente, usei uma fala muito costumeira na minha vida ao contar um causo: algo do tipo.

Não sei como exatamente eu comecei a passar o endereço para as pessoas ‘darem uma olhada’. O que sei é que a primeira a comentar foi a Ana Rita, de São Paulo — talvez, no aniversário de segundo ano, eu faça uma entrevista com ela perguntando como foi ter acessado o blog pela primeira vez. A segunda coisa que também sei é que não pensava que teria um público fixo, aliás, nem pensava que fosse ter um público. A verdade é que não esperava nem que minha mãe fosse ler alguma coisa escrita aqui. Por isso, a cada um que aqui entrou, comentou ou leu (principalmente), muito obrigada. Cada um dos comentários deixados aqui ou no meu scrapbook, e-mail ou MSN colaboraram em muito para que não deixasse de escrever. Então... Bem, você pode se culpar ou se parabenizar. Eu, ao menos, digo: muito obrigada e rumo ao 2º ano!

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A Velha e o Galo

A Velha e o Galo.

Não sei o que as pessoas vêem em mim. Não sei mesmo. Dia desses, no mercado, enquanto enfrentava uma fila infinita para pesar alguma coisa, uma mulher chegou ao meu lado quase me atropelando e disse em um tom quase desesperado:

— Eu queria galo, mas só tem galinha! Você sabe onde tem galo? O moço disse que não tem mais nada!

Tive medo, sério. E mal tive tempo de responder, ela me fez cambalear quando saiu em direção ao balcão de frios. De certa forma me senti agradecida, o que eu falaria para aquela mulher atônita por causa de um galo? Então continuei naquela fila, abrindo espaço para um e outro que resolveu passar por onde eu estava mal pedindo licença. Mais uma vez pergunto: o que esse povo vê em mim? Só sei que só tinham duas pessoas na minha frente quando a fita da máquina resolveu acabar. Rolei os olhos. Olhei para os lados, bati com o pé diversas vezes contra o chão um tanto impaciente, talvez até irritando outra pessoa, quando vi a tal mulher vindo na minha direção outra vez. Rapidamente olhei para um lugar qualquer, tentando disfarçar. De nada adiantou. Meu perfume Gardenal nº 100 estava forte, a senhora se sentiu atraída e logo se postou perto do meu ombro, anunciando sua presença. Quando a olhei, notei que carregava uma embalagem feia, feia, feia de um congelado qualquer.

— Achei um frango — ela me contou, mostrando a embalagem —, o moço disse que não tinha mais galos, só galinhas, mas achei um frango!

— Ele mentiu para você, então — falei, mas duvido que ela tenha me ouvido. A mulher parecia mesmo transtornada com a história de galos, galinhas e frangos.

O olhar dela estava totalmente perdido entre as pessoas presentes enquanto murmurava sobre a conquista de ter achado um frango no meio de tantas galinhas e de ter provado para si que ela era capaz de encontrá-lo. Até que parou de súbito.

— Frango e galo é a mesma coisa?

Não sei se a pergunta foi direcionada para alguém em particular, ela parecia mesmo estar com os olhos focados em algo que ninguém mais via. Olhei para o moço que pesava as coisas e ele riu antes de falar com a Doida do Galo — como mais tarde a batizei.

— O galo acabou, senhora, mas deixe eu pesar isso pra você.

Ele então pesou e devolveu a sacola para ela que foi embora feliz — ou, vai saber, indignada pela falta de galos.

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Dos 18.

Dos 18.

Desde que criei este blog, venho postando quase que religiosamente todos os meses. Em alguns, posto logo nos primeiros dias; em outros, posto no limite do meu tempo, quase levando um tombo no pequeno espaço entre um mês e outro. O que me incomoda é o fato de não ter nenhum texto no mês de Julho. Então, numa noite calorenta dessas, enquanto fitava o teto do meu quarto, esbocei um texto na minha mente e dormi.

Em Julho aconteceram eventos importantes, o que me surpreende (adoro essa palavra, adoro a repetição da letra “e” nela, mas enfim...) ainda mais o fato de não ter escrito uma única linha. Por exemplo, tive férias em Julho! Nos últimos dias que antecedem o término das aulas, costumava entrar no segundo tempo e depois só ia lá marcar um X na letra “a” ou “d”, algumas “c” e outras, mas poucas vezes, na “b”.¹

Também foi em Julho (05/07, meu aniversário) a Season Finale da sétima temporada de C.S.I. pela TV a Cabo no Brasil — eu assisto com paridade pela CBS, baixando os episódios pela Internet. Mas isso é feio, muito feio! Reparou que todas as pessoas públicas só viram Tropa de Elite quando estreou no cinema? Fascinante essas pessoas!

E, claro, como deixei escapar acima, foi meu aniversário! Não vou dizer “finalmente, 18 anos” porque não vejo “finalmente” nenhum, não foi algo que eu esperava ansiosamente. E acho que, de certa forma, poucas pessoas hoje em dia esperam, imagino até que algumas queiram evitar a inevitável chegada dos 18.

A maioria das coisas que, teoricamente, só podem ser feitas aos 18 anos, geralmente é feita bem antes, o que corta qualquer ansiedade e sensação de “liberdade” que “os 18 anos” costumava oferecer, exemplo: beber e comprar bebidas; fumar e comprar cigarros; ir para boates; viajar sozinho; dirigir; namoro e sexo, etc.

[O “crescer” se perdeu, salvo apenas por alguns. As crianças e jovens em geral se atiram na busca da vida adulta rápido demais, não há mais tanta evolução; há mais um conjunto de fórmulas prontas que seguem cegamente, crendo que é gente. Já outros jovens são atirados na vida adulta precocemente, por diversos motivos.

Algumas meninas e alguns meninos não têm mais a aparência de serem meninas e meninos. Eles envelhecem, murcham ou se exibem excessivamente, se oferecendo sem nem saber que está e quando se dá conta, se é que se dão conta, já é muito tarde e não tem mais como voltar atrás. Perdeu-se.]

A parte mais comum de todos os aniversários é quando as pessoas te cumprimentam, “parabéns” pra lá, “feliz aniversário” para cá e por aí vai. Nos 18 anos a coisa é um pouco diferente. Parece que todos dizem a mesma coisa:

— Ihh, agora pode ser presa, hein!

— Eu tenho cara de trombadinha, por acaso?

É uma resposta meio mal humorada, eu sei, mas se você parar para pensar não faz sentido nenhum alguém te alertar sobre sistemas penitenciários, a não ser que sejas um pivete. Sem dizer que todo mundo dizendo a mesma coisa é um saco. Será que não têm outra piadinha mais infame?

Quem vos fala faz parte do grupo de precoces que fizeram a maior parte das coisas teoricamente proibidas para menores ainda sendo menor: já dirigi, já bebi e sempre tive Orkut. Pouca coisa mudou desde que fiz 18 — a não ser que agora posso falar: “quer ver minha identidade?” quando olham, desconfiados, para minha cara de criança quando quero comprar algo. Cresci numa casa onde ainda se diz que sem dinheiro próprio, não há liberdade. E com dinheiro próprio, mas ainda morando com mãe, também não há liberdade. Como estou dentro dessas condições, logo não tenho liberdade.


Rebecca Albino

05/01/2008


¹ N.A.: marcar “b” é elegante, “c” sempre parece a certa, quase ninguém coloca a resposta certa na “a” para não parece repentino demais e a “d” é atraente, pois o professor fez você ler aquilo tudo para a resposta estar lá no final. Não é a toa que eu faço prova de trás pra frente — a não ser pelo cabeçalho, claro.

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Então é Natal...

Então é Natal...

É desnecessário falar que o Natal é umas das festas mais importantes para a humanidade (ou grande parte dela). Afinal, é o dia em encontramos com a família e/ou amigos, temos a ceia (ou não), nos divertimos (ou não), alguns ganham presentes, outros vão à Missa; uns sabem que é uma festa cristã e é o dia em que se comemora o nascimento de Cristo, outros não. A introdução foi desnecessária, mas, entenda, eu preciso encher isso aqui com linhas escritas.

É impossível ser cem por cento “anti-natal”, pois se você parar para pensar não há como fugir e se tentar, passará a ser considerado a escória da sociedade (como assim alguém não deseja, mesmo entre os dentes, um “feliz natal”?). É fato, minha gente! Não há como ignorar o clima que os papai noéis, gorros vermelhos e músicas bonitinhas trazem. É uma data tão importante que até o Guanabara fecha durante todo o dia do feriado!¹

É a época dos especiais na televisão (momento: minha televisão permaneceu desligada demais ou não passou “Esqueceram de mim” ou “Esqueceram de mim: perdido em Nova York”?! Deus, é um clássico!) e das mensagens de impacto. Jornais e programas mostram crianças recebendo presente de pessoas, famosas ou não, felizes da vida. É a época do bom velhinho de shopping, tirando fotos caríssimas com meninos e meninas no colo. É tempo também de amigo oculto e confraternização com pessoas que durante todo o ano lhe é totalmente indiferente. Mas sabe como é esse clima natalino, né?

Ô épocazinha estressante também!

Se criança carente pede dinheiro durante todo o ano, imagina nessa época? Sendo que agora todo mundo fica de coração partido se não der pelo menos um real.

O trânsito fica mais infernal do que o costume, todos querem ir para o mesmo lugar.

Os ônibus ficam lotados de gente e bolsas enormes.

Praça de alimentação é uma massa de cabeças e só isso.

A loja tem que ser MUITO cara para estar transitável. Depois reclamam de falta de dinheiro!

Criança esperneando.

Presente de amigo oculto até R$ 10, neutro. Eu, pelo menos, defendo a idéia de que não existe presente neutro, ainda mais custando R$ 10.

No mercado as pessoas se reproduzem, e você sempre se esquece de comprar alguma coisa, o que gera a necessidade de voltar lá e enfrentar tudo de novo. Sério, todas as vezes que acontece isso comigo (não são poucas), eu vejo novas pessoas e o lugar está sempre lotado. SEMPRE.

É impressão minha ou há uma quantidade fora do normal de pessoas meio... doidas, por assim dizer, andando pelas ruas nessa época?

Gente + verão + liquidação. Desnecessário falar o resultado.

Fora qualquer coisa e, mesmo estando um pouco atrasada, FELIZ NATAL!

_____________________________
¹ Guanaraba é um super-mercado que nunca fecha! Sim, é exagero, mas só vi respeito total a dois feriados: Dia do Comércio e o Natal. Costumo falar que, se nada der certo, além de escritora, vou abrir uma filial do Guanabara.

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Coisa que não é legal

Ser deixado esperando não é legal, pois se você está esperando é porque alguém marcou algo contigo e, aparentemente, não levou a sério. Digo “aparentemente” porque, lá no fundo, você espera que a pessoa em questão apareça com a melhor das desculpas, algo do tipo “Foi mal, cara, no caminho eu vi um orfanato pegando fogo e resolvi ficar para ajudar as criancinhas.” Daí o sujeito faz uma cara angelical e completa com “Você não ficou chateada, ficou?”. Sim, porque desculpas do tipo “Peguei um engarrafamento do cão na Presidente Vargas!” não rola mais. E o engraçado é que, geralmente, você sabe por que a pessoa se atrasou, mas engole qualquer desculpa do mesmo jeito! Você sabe que ele/ela dormiu mais do que deveria, não se organizou, marcou mais coisas do que deveria ou que se esqueceu. Mas até a desculpa ser dada pela persona que te deixou esperando, parece que tudo acontece.

Eu, por exemplo, já cheguei à conclusão de que cheiro a Gadernal e, por isso, todos usuários do mesmo parecem se atrair à minha pessoa. De toda uma pequena população de rodoviária, são eles que sentam ao meu lado, naquele banquinho de plástico que lembra consultórios médicos populares (ou mal decorados), são eles que vão me pedir informação, são eles que olham para mim, são eles que resolvem me contar a vida inteira, enfim...!

Mas o fato são as pessoas que não se tocam. Quando espero alguém, geralmente espero com um livro ou com o mp3 (dependendo de onde estiver) e tais pessoas parecem ignorar isso. Exemplo: você está lá, lendo seu livro na maior concentração, sem quase piscar e a pessoa ao lado não pára de falar. Você revira os olhos, respira, conta até dez, mas nada resolve. Pior é o mp3, pois o fruto da natureza parece ser cego aos fones no seu ouvido, ou surdo em relação ao ruído da música e começa a dissertar sobre a mãe doente, sobre a falta de emprego, sobre como as pessoas são ruins nos dias de hoje, sobre a manchete do jornal... E tudo que passa na sua cabeça é a maneira como você irá matar a pessoa que te deixou nessa situação.

Sobre o exemplo do livro: algumas pessoas, não satisfeitas de acabar com sua leitura, chegam ao cúmulo de te fazer perguntas sobre o livro: “Que livro que você está lendo?” (você mostra a capa, afinal quer dar o mínimo de papo possível), “É grosso, hein. Você consegue ler isso tudo?” (não, eu carrego por aí de sacangem, sabe?, é a resposta que dá vontade de falar), “É bom?” (é a pergunta favorita!), “Fala sobre o quê?” (essa me mata, não pela pergunta, mas porque eu detesto sinopses e, sendo totalmente off-topic, isso é papo para outro post). Sabe o que essas perguntas significam? Que a pessoa está disposta a testar sua paciência.

Quando finalmente há desistência de se ler ou ouvir música da sua parte, apenas lhe resta cruzar os braços, observar e esperar mais um pouco. Em um canto você nota uma mulher gritando ao celular, desesperada por causa da filha, uma cópia perfeita da Helena de “Laços de Família”, e ela também espera, depois de tanto berrar; todas as crianças da cidade resolvem aparecer pedindo a um ou outro para comprar o doce que carregam, cheios de charme. Curioso é que elas não pedem para a garota com espinhas e blusa do colégio estadual; por esta passam direto, e eu agradeço por isso. E então você adquire um vício momentâneo para passar o tempo; o meu é, geralmente, uma bala de hortelã, que compro na banca de jornal mais próxima.

E mais espera.

Coisas as quais você nunca prestou atenção antes, de repente pulam, exibidas, aos seus olhos; você sorri e pensa: “tenho que escrever sobre isso”. As ruas, os detalhes do chão, de um monumento, de um ponto turístico... Todos, a essa altura, já estão marcadas na sua mente e talvez, um dia, você conte isso à alguém.

As pessoas que você observou, que estão na sua mesma situação, vão indo e outras vão chegando... E lá tu permaneces. O moço da banca de jornal tira onda da sua cara: “Ainda aí? Não é melhor fumar um cigarro, não?”. É aí que você sabe que o mundo acabou. Mil pensamentos de “se não chegar em 10 minutos, eu vou embora” são debatidos pelos outros mil que dizem “se já estou aqui há tanto tempo, vou ficar até o fim”.

E você fica até o fim.

Rebecca Albino
13/out/07


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Protesto!

Protesto!

Há não muito tempo vem se falando sobre a reforma gramatical que, no Brasil, está prevista para entrar em vigor no próximo ano. Alguns motivos para tal reforma é o de padronizar o idioma nos países onde é falado. Mas há um outro que me assustou: o objetivo seria, na realidade, simplificar o idioma para que seja mais fácil para os menos instruídos se expressarem na forma escrita.

Ora! Simplificar a Língua para uma inclusão me parece tão... absurda, tão absurda quanto as cotas para as universidades públicas! Alguns grupos, se lerem esse texto, vão achar que sou a favor da elitização (sempre vista de modo pejorativo), mas não é isso, não! O que não percebemos é que a educação está indo buraco a baixo e que ensino bom é ensino pago, e olhe lá! Ensino de excelência é igual a colégios, cursos e universidades extremamente particulares que apenas uma fatia mínima da população pode pagar.

Vamos por partes:

Quando lançaram o esquema de cotas para universidades públicas, diziam que era para diminuir o preconceito — alguém me diga onde reservar vagas para negros não é preconceito, por favor?

Aliás, essa desculpa é falida: o computador, que conta os acertos, é uma máquina e por isso não guarda rancor (sentimento puramente humano) contra a cor do candidato.

Outro motivo era para dar oportunidades para os estudantes de escolas públicas a ingressarem na faculdade. Esse foi o mais aceito. Erroneamente aceito.

Foi o jeito que deram de compensar a falta de qualidade do ensino público no Brasil, nada mais do que isso. Com a aceitação da maioria, relaxaram quanto ao verdadeiro problema.

Mais recentemente, as cotas se estenderam a filhos de policiais e bombeiros mortos em combate.

Há não muito tempo os professores de escolas municipais entraram em conflito com o município quando impuseram a Aprovação Automática, que consistia em tirar a nota “I” de insuficiente, que reprova o aluno, do sistema, assim como a nota “O” de ótimo.

Então é assim: o aluno ótimo é tão mediano quanto o aluno insuficiente. Imagine: se com a pressão de passar de ano, o nível dos alunos está do jeito que está, imagine sem pressão. Passou, passou. Não passou, passou de qualquer forma.

Foi nesta última segunda-feira (03/09) que o colégio estadual que estudo saiu da greve de duas semanas.

O que queriam era apenas melhoria, coisa que todos querem. E o que receberam foi uma proposta vergonhosa dividida em vários meses.

Conclusão:

Mais uma vez, a educação cai e agora drasticamente. Mudar a Língua para que seja mais fácil?! Que isso, minha gente?! Espero que não seja verdade, espero que sejam opiniões isoladas que eu tive o desprazer de ler.

A Língua, seja ela difícil ou não, é tão bonita e única. Todo mundo diz que o Francês é lindo, será que ele continuaria sendo lindo se tirassem todos os acentos? Será que tirando os acentos, as pessoas escreverão melhor? Se for assim, será que não vale mais a pena acabar com tudo e adotar a linguagem de MSN? Escrever exatamente do jeito que se fala, assim não tem erro. Minto, com certeza haverá erro! E sabe porquê? Haverá erro porque não é a Língua que é difícil, haverá erro porque o jeito como se ensina é errado; haverá erro porque não há incentivo...

Mas o que me impressiona mesmo são os vários problemas que precisam ser reformados, ratificados e simplificados neste país e que não são. É um absurdo e apenas isso. Ao invés de se resolver, se dá um jeito.



Rebecca Albino
08/set/2007

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Complexo de Poodle

Hoje foi dia de cabeleireiro, algo que fiz mais por necessidade do que por qualquer outro motivo.

Eis um lugar que, desde que me conheço, sempre evitei ir. Nada contra os profissionais da área ou quem goste, mas... geralmente eu não tenho sorte mesmo.

A maioria dos traumas, medos, fobias, etc, que uma pessoa tem hoje é culpa de algum evento ocorrido na infância.

Quando era pequena as pessoas olhavam para o meu cabelo e faziam altos discursos sobre a quantidade absurda de cabelo que eu tinha (responsável pelo meu Complexo de Poodle) ou o quanto bonito era e, principalmente, o quão mais bonito ele ficaria se eu cuidasse bem dele (condição: freqüentar o salão de 15 em 15 dias) e desde então sempre estiquei os lábios em um sorriso forçado, afinal eu sabia a verdade sobre o meu cabelo, elas não.

Sem dizer que, por diversas vezes, já sai com a orelha queimada ou com "cascas" na cabeça (devido, também, a queima), bifes arrancados, unhas mal feitas e desprezo com meu horário, por isso se um cabeleireiro(a) te disser que está “quase acabando”, não acredite! É lorota! Algo me diz que na cabeça deles passa a idéia de que não temos mais nada para fazer, então um conselho: marque um horário meia hora ou uma hora antes do seu horário verdadeiro, assim não haverá muita espera (truque não garantido).

Outra coisa que me lembro bem era da moça sempre me oferecer produtos pra isso ou aquilo, produtos que prometiam milagres; talvez um tratamento novo, uma hidratação, massagem... Tudo que eu fazia era dizer "não, obrigada" e quando tudo chegava ao limite eu dizia que minha mãe não ia deixar, mas era desmentida pela a infidelidade da mesma.

Um ponto interessante sobre salões é que eles quase não se diferenciam, por exemplo: sempre tem uma televisão e nessa televisão é provável que se esteja passando o Vale a pena ver de novo, seguido pela Sessão da tarde, mas é possível que haja uma variação para programas de fofoca. Aliás, a fofoca! Alguns salões são movidos a ela. Certa vez presenciei uma cena feia de uma criatura feia cochichando sobre alguma coisa com a cabeleireira que estava cortando o meu cabelo, não sei sobre o que era até hoje e não me importo, sabia que era sobre mim, fiquei fitando-a e quando ela me viu, ficou vermelha.

Já reparou que sempre tem um(a) que te chama de "amor" ou "querida"? Eu, hein.

Hoje o meu horário foi ultrapassado por causa de uma moça cujo cabelo era a única coisa que salvava (autora sob influência do veneno que rola dentro dos salões) e também por causa do cabeleireiro que era extremamente lento. Simpático, mas lento. Quando estava quase desistindo, ele pediu para uma moça lavar meu cabelo. Ela lavou, passou condicionador, passou toalha e me deixou despenteada esperando, esperando, esperando... Chegou um momento que eu parecia uma louca de toalha nos ombros, cabelo despenteado e secando, tudo para aumentar meu Complexo de Poodle.

Depois de algumas tesouradas e cachos no chão, o homem cismou em ficar amassando meu cabelo enquanto ficava vendo, boquiaberto, o filme que passava. Se muito não me engano, era "O Hóspede quer bananas" ou algo que o valha, de certo era algum filme com macacos e, consequentemente, com bananas. E depois ele pegou o espelho e colocou atrás de mim. "Está bom? Está bom?" perguntava. A verdade é que eu mal vejo, sempre balanço a cabeça e espero alguém tirar aquele troço sufocante do meu pescoço.

A ironia é que as coisas mais revolucionárias que já fiz foi em relação a cabelo, como quando eu cortei meu próprio cabelo ou quando eu cortei curto e pintei de vermelho, etc.

Vai entender...

Rebecca Albino
03/ago/2007

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O que tem a maçã haver com o amor?!

O que tem a maçã haver com o amor?


Nunca fui fã da maçã do amor e não lembro de ter comido muitas durante minha vida, tudo bem que ela não é tão longa, mas ainda é vida.

Onde eu morava era muito comum, em festas regionais, ver barracas vendendo maçãs do amor, e elas só me chamavam a atenção pelo aspecto: a maçã, coberta por uma grossa camada de calda vermelha, espetada por um longo palito, sempre melada e com um plástico que a protegia.

Não, não era meu tipo.

Quando ia no lixo jogar alguma coisa fora (geralmente alguma latinha de refrigerante) sempre podia-se encontrar alguma maçã mordida lá dentro. Balançava a cabeça ao ver aquilo, mas a presença dela no fundo de uma lata de lixo não me surpreendia. Não mesmo. Dois pontos:

Primeiro de tudo: aquela calda é dura, e há algumas de camadas demasiadamente grossas, bom pra quem gosta de açúcar e tenha dentes fortes.

Segundo: depois de horas lambendo aquilo, além da boca ficar suja e grudenta, acaba enjoando.

E logo em seguida, a verdade: a maçã nunca é boa, nunquinha. Elas acabam ficando murchas, sem vida, sem graça, nem a casca é lá tão boa. Você acaba se perguntando por quanto tempo aquilo ficou lá pra vender, quem fez, quem deixou de fazer. Pena que a pergunta foi feita depois de ter dado a mordida. O que resta é jogá-la fora.

Não sei quanto a essa nova linha de maçãs-de-amor cobertas de chocolate, algumas com granulado colorido.

Por um lado acredito que deva ser melhor, o chocolate não é tão duro, e ninguém deve abusar das grossas camadas. Por outro lado, tem a questão da qualidade do chocolate. Convenhamos, não deve ser nenhum digno de ovo de páscoa, certo? Não, o capitalismo não permitira. E no mais, ainda tem a maçã. Imagino que ainda não tenha melhorado.

O que me faz pensar em outro motivo para elas acabarem indo parar em latas de lixo: a maçã é, na realidade, apenas um suporte para a calda. Alguém que é viciado em açúcar com corante ou em chocolate e que não gosta da maçã, come a cobertura e a manda pro lixo. Acontece.

E isso nos leva às uvas e aos morangos com coberturas de chocolate (ou com a calda vermelha) que são bons, e que devem ter surgido a partir de uma revolta de alguém que gostaria de comer a fruta favorita em uma festa regional coberta de chocolate. A minha preferida é a uva.

Aliás, o que tem a maçã haver com o amor? Isso é papo para outro post! Palpites: comentários, e-mails ou scraps para a autora.

Rebecca Albino
02/jun/2007

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DAMN! Musics

DAMN! Musics – Top 10!

Durante mais um dia de agradável papo, a idéia do DAMN! surgiu com o propósito,

apenas curioso, de se formar uma lista com as músicas mais DAMN! dos últimos anos, na nossa opinião!

Por favor, não nos metralhem! Somos pessoas bacanas, temos mãe e até amigos!

feito por 'becca.jones. e duH.guerra.


1. Desenho de Deus - Armandinho

Pára tudo! Que raio de música foi essa?!

Logo de cara, estorou nas rádios, tocando exaustivamente.

Logo depois causou encrenca por dizer que Deus estava namorando...

Alguns dizem que é poesia! Peralá! Poesia?! Tá bem... Do que depender

da gente, isso só serve para estar no primeiro lugar do TOP 10 das

DAMN! musics!

2. Festa no Apê - Latino

Realmente espera-se muito pouco da música. É o único motivo que se explica

o fato desse troço não ter parado de tocar um segundo, em três mil versões. O

que devia ser o show naquela época? Festa no Apê versão axé, Festa no Apê

versão rock, Festa no Apê versão house, Festa no Apê versão forró...

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!


3. My heart will go on - Celine Dion (remix ou não)


É… o que dizer sobre uma música cantada pela Celine Dion?!

Pois é, nada! Cara, a música foi regravada e “abrasileirada” pelos irmãos

Sandy & Júnior! A questão é que não rola botar tal música no filme Titanic, e não rola ainda mais botarem no fake do

Titanic 2 que, por sinal, me deixou muito depressivo após escutá-la em versão remix. Sem mais.

4. Não Resisto a nós dois - Wanessa Camargo

Bem, essa música não faz, nem de longe, o nosso estilo preferido; mas,

convenhamos, a balada na qual a música é conduzida, não é tão ruim.

Mas vejamos a letra: no começo vemos algo meio dramático demais.

Ok, quem somos para definir a sofridão do amor?

Um pouco mais tarde e nos deparamos com "Eu fico meio assim, feito um cãozinho sem dono":

E é ai que paramos! Cãozinho sem dono, não desce!


5. Se Quiser - Tânia Mara

Olha, a música é chata. A cantora é filé, mas é chata. E a letra... não tem nexo!

Eu, em minha opinião, acho que não é legal falar na novela das oito: “se você quiser eu vou te dar...”.

Agora, a música era tema do casal mais tosco: a mulher tinha tattoos falsas (e mal feitas) pelo corpo todo.

Reparando beeem, elas mudavam de lugar no decorrer da trama, e o cara tirava mó onda de, com o perdão da

palavra, fodão-mór da parada. Detalhe, ela é irmã daquele molequinho sem expressão, o Luciano.

6. Eu Sei - Papas da Língua

Eu sei, tu sabes, ‘becca sabe!

Meu, papas da língua?!

Essa música deu o que tinha que dar, e mesmo depois disso continuou por dar.


Eles têm outra música tão boa como essa?! Porque se tem, bora avisar pros donos das rádios!

7. Por mais que eu tente - Vagabanda

Vagabanda. Vaga. Banda.

Quem assiste a novela, sabe de onde isso surgiu, para os que não:

eis velha história: dois adolescentes quase perfeitos se apaixonam.

Mas sempre há um grupinho de má índole que insiste em separar

o casalzinho mais feliz e humilde da zona sul carioca. Tudo acontece

com eles, mas no final eles estão juntos, felizes, sonham em se casar,

constituir família e blá blá blá. Letícia e Gustavo foram um pouco diferentes,

mas acabaram iguais. O rapaz, querendo conquistar a menina, se aproveita dos

seus dons "artísticos" e lhe compõe essa música. O que irrita? Como se

não bastasse a novela, suportamos durante sabe-se lá quanto tempo essa

banda fictícia tocando sem parar "por mais que eu tente lhe dizer, o quanto eu

sinto por vocêêêê...".

8. Quem já perdeu um sonho aqui? - Hateen

Achamos que as tragédias do mundo já são mais do que suficientes. Faz bem gritar ou chorar para tirar algum

sentimento chato de dentro de si. Ok! Mas vamos com calma. Não dá para ser feliz repetindo sempre as mesmas

coisas: “acho que vai ser sempre assim, nada dá certo pra mim” e usar uma camisa escrito LOSER.

9. É isso aí - Ana Carolina e Seu Jorge

Por que não é sempre que dá sorte gravar versão da música que está fazendo sucesso.

10. O Sol - Jota Quest

Simplesmente porque é uma música chata, com um cantor chato de uma banda chata. Chata demais.

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